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A PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA VI

Written By Unknown on quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 | 15:22




Projeciologia:

"A Ciência da Viagem Fora do Corpo"

A Projeciologia é uma subdisciplina dentro da Parapsicologia, que estuda especificamente o fenômeno da projeção da consciência para fora do corpo humano.
Outrora analisado de maneira mística e simbólica, o fenômeno da projeção da consciência é hoje pesquisado de maneira científica. Na verdade, desde o final do século XIX, com o advento da "Society for Psychical Research" -S.P.R. - (Sociedade de Pesquisas Psíquicas), alguns pesquisadores dedicados vêm realizando esforços na tentativa de desmistificar o fenômeno, analisando-o de forma mais racional.



A S.P.R. foi fundada em Londres, Inglaterra, no dia 20 de fevereiro de 1882, por um grupo de cientistas interessados em pesquisar de maneira séria os fenômenos parapsíquicos. Em 1886, a S.P.R. publicou uma obra de 1420 páginas, dividida em dois volumes, que é um marco na pesquisa psíquica. Essa obra é de autoria de três grandes pesquisadores: Edmund Gurney (1847-1888), Frederic Willian Henry Myers (1843-1901) e August Frank Podmore (1856-1910) e se chama "Phantasms of The Living" ("Fantasmas dos Vivos"). Pelo título, o leitor já deve ter observado que se trata de um estudo sobre os fenômenos parapsíquicos produzidos pelos vivos "encarnados", dentre os quais se destaca a projeção da consciência, que recebeu grande destaque dos autores, sendo analisada minuciosamente em diversas páginas. Ao que consta, essa obra, que contém uma relação de 702 casos numerados de fenômenos parapsíquicos e projeciológicos, foi o resultado da primeira pesquisa científica efetuada sobre a paranormalidade humana.

A S.P.R. possui registrados nos seus arquivos de fenômenos parapsíquicos centenas de casos de projeção da consciência coletados e analisados minuciosamente pelos seus pesquisadores.
No início do século XX, alguns pesquisadores independentes efetuaram experiências que visavam induzir a exteriorização da sensibilidade e a projeção da consciência para fora do corpo humano por meio do magnetismo animal. Essas experiências foram realizadas com pessoas magnetizadas, que haviam sido induzidas a entrar em transe mediante o uso de técnicas mesméricas.
Quase todo o trabalho de pesquisa sobre a projeção da consciência efetuado por meio do magnetismo animal foi empreendido por pesquisadores franceses, dentre os quais se destacam três: Hector Durville (1848-1923), Charles Lancelin (1852-?) e Albert de Rochas (1837-1914).
As modernas pesquisas científicas a respeito da experiência fora do corpo foram iniciadas na década de 1960 pelo pesquisador Charles Theodore Tart (1937-) que realizou diversas experiências com projetores nos laboratórios de parapsicologia dos E.U.A., quebrando assim a conotação mística que envolvia o fenômeno. Os primeiros projetores a serem estudados foram a desconhecida Madame "Z" (pseudônimo utilizado para preservar a identidade real da projetora) e o executivo Robert Allan Monroe, que posteriormente viria a publicar os livros "Viagens Fora do Corpo" e "Viagens Além do Universo".
Já na década de 1970, outros pesquisadores brilhantes como: D. Scott Rogo (1950-1990) e Karlis Osis (1917-) seguiram a trilha iniciada por Tart e efetuaram novas experiências laboratoriais com diversos projetores. Por essa época, três desses projetores se destacaram nas pesquisas efetuadas, não só pelo êxito obtido nas experiências extracorpóreas, mas também por sua dedicação e honestidade. São eles: Ingo Swann (1937-), Alexander Tanous (1926-1990) e Stuart Keith Harary (1953-).
Na década de 1980, o médico e pesquisador brasileiro Waldo Vieira criou o neologismo "Projeciologia" para designar o subcampo dentro da Parapsicologia responsável pelo estudo da experiência fora do corpo.
A projeção da consciência não é nenhuma novidade. O que mudou foi o enfoque dado ao fenômeno, antes analisado de maneira mística e doutrinária e, agora, analisado tecnicamente por pesquisadores sérios e dedicados.
Características Básicas de uma Experiência Extracorpórea
As características de uma experiência fora do corpo são virtualmente inexplicáveis para aqueles que não a experimentaram, dadas as diferenças que a mesma apresenta relativamente à vida consciente normal. Fica muito difícil para uma pessoa que não se projeta para fora do corpo e, consequentemente também não voa, não atravessa paredes e nem se encontra com seres extrafísicos, entender a mecânica desses processos projetivos. No entanto, uma amostragem de comentários de algumas pessoas que se projetaram involuntariamente e que responderam a um inquérito, realizado na década de 1960, pela parapsicóloga inglesa Celia Green, permite formar uma idéia do que essa experiência significou para elas:
"Estou desincorporado, mas num espaço confinado que tem dimensões e localização definidas."
"A realidade era o meu ego flutuante, e os objetos embaixo pareciam sombras contra a realidade do meu ego flutuante."
"A parte de mim que estava fora do meu corpo era o meu verdadeiro "EU", tal como eu o conhecia, a parte que vê, pensa e sente."

"Sentia-me bastante calmo e despreocupado, e pensava: É então assim que eu pareço. A sensação em nada se compara como olhar para um espelho."
"Não era nem estranho e nem assustador; de fato, se há uma reação, é a de nos sentirmos superiores."
"Nunca, até então, estive tão completamente acordado ou experimentei uma sensação de liberdade tão maravilhosa."
"Repentinamente, senti-me inundado da maior alegria e felicidade. Experimentei uma liberdade intensa."
"Sobreveio-me o pensamento: Se me desvio deste local, como é que encontro o caminho de regresso?"
"O ego liberto sentia-se absolutamente maravilhado, muito leve e imbuído da mais maravilhosa vitalidade, efetivamente melhor do que jamais me sentira ou depois me senti."
"Já não tinha qualquer interesse pelo meu corpo físico, ou sequer pela minha vida física. Apenas queria prolongar esse estado feliz de estar onde tudo era mais brilhante, vivo e real do que qualquer outra coisa que anteriormente conhecera."
No seu artigo "Out-of the Body Experiences" (Experiências fora do corpo), Charles T. Tart descreve algumas características da projeção:
"Elas ocorrem em casos de doenças graves, em situações de morte iminente e, por vezes, graças à meditação. As pessoas que deixaram os seus corpos referem-se ao fato de terem pairado perto do teto e de terem visto o seu corpo, ao mesmo tempo que sentiam um grau normal de consciência. Outras falam de terem visto entes queridos ou seres de luz e da não existência de barreiras materiais. Todas elas estão convencidas de que suas experiências foram reais e não fruto de um sonho. Estas características são idênticas às experimentadas por aqueles que estiveram quase a morrer ou que foram dados como clinicamente mortos".

A Lucidez Extrafísica e a Rememoração Física

Trabalhando com a projeção desde os quinze anos de idade, ministrando palestras e cursos de Projeciologia pelo país, há vários anos, sempre com grande freqüência de pessoas interessadas no tema, tenho observado bem de perto os anseios dos que desejam sair do corpo sem saber como alcançar esse objetivo.

É bastante comum, no fim de um curso de Projeciologia ou após narrarmos algumas experiências pessoais, ouvirmos dos alunos, no meio dos comentários finais, a seguinte expressão, que no fundo denota um misto de ansiedade, medo, frustração e esperança:

"Ah! Quem me dera, um dia, eu aprendesse a me projetar conscientemente!"
É obvio que todas as pessoas possuem as condições básicas para realizarem o fenômeno da projeção da consciência, já que ela é um potencial anímico de cada um. Entretanto, é forçoso admitir que algumas pessoas parecem ter maior predisposição para a execução do fenômeno. Tal predisposição não é devida, como muitos erroneamente pensam, a algum dom espiritual que essas pessoas tenham recebido ao reencarnarem. Ela tem suas origens nos cursos pré-reencarnatórios, realizados por esses projetores no plano extrafísico, antes dessa reencarnação atual ou até mesmo em encarnações anteriores, nas quais desenvolveram seu potencial anímico-mediúnico, através de processos iniciáticos de escolas de esoterismo da antigüidade, principalmente no antigo Egito e nas antigas academias espiritualistas da China e da Índia.

Por ocasião da reencarnação, a entidade reencarnante perde a noção de si mesma e fica desmemoriada. Tal fato se dá devido à falta de condições adequadas do novo cérebro físico para acessar os conhecimentos acumulados na memória integral, sediada no corpo mental.

Portanto, as pessoas esquecem o que vivenciaram e aprenderam em outras vidas e o que vivenciaram e aprenderam no período intermissivo, entre as vidas, quando elas estavam desencarnadas. Não obstante, o registro integral dos acontecimentos vivenciados pela entidade imortal, em suas experiências anteriores, permanece intacto, arquivado nos recônditos espirituais de sua memória subconsciente, aguardando o momento em que possa ser despertado para o nível consciente de manifestação. Isso foi brilhantemente sintetizado por Steve Gerber e Val Mayerik na sua obra "Void Indigo" (Graphic Novel n.10; Abril de 1989; pg. 24; Ed. Abril), onde eles dizem:

"Eles passam por cada uma dessas vidas mortais sem qualquer recordação do que houve antes. Este conhecimento permanece oculto nos recônditos de suas memórias, no fundo da consciência...aguardando ser despertado por uma mente que possa transcender-se, que ouse enxergar além de seus próprios limites para perceber sua conexão com o infinito".

Esses conhecimentos ocultos na memória subconsciente funcionam como ativadores do potencial parapsíquico da consciência reencarnada, provocando projeções espontâneas e, muitas vezes, fazendo fluir as lembranças anteriores, através da retrocognição extrafísica, não só para as existências anteriores, mas também, para os períodos intermissivos, entre as vidas, no plano extrafísico.

O grande obstáculo à rememoração perfeita das lembranças anteriores e das projeções da consciência, durante o sono comum, deve-se à falta de uma ponte adequada entre o cérebro físico e o corpo mental, que está restringido dentro do paracérebro do psicossoma, para filtrar as informações adquiridas extracerebralmente do veículo de manifestação mais sutil para o veículo de manifestação mais denso. Sem essa ponte de ligação entre a mente e o cérebro físico, não há como reter, no plano físico, a lembrança dos eventos extrafísicos vivenciados na experiência extracorpórea, pois o cérebro físico não tem como lembrar de algo que ele não participou, já que as vivências extrafísicas se dão extracerebralmente.

Logo, caro leitor, o fato de não se lembrar de uma projeção não significa que você não a tenha feito. Inclusive, posso afirmar com toda a certeza, baseado nos conhecimentos empíricos por mim obtidos através de muitas projeções, que a maioria das pessoas interessadas firmemente em assuntos espirituais, principalmente em Projeciologia, já tem um nível razoável de lucidez extrafísica. É muito comum eu me encontrar fora do corpo com alunos egressos dos cursos de Projeciologia mas dificilmente eles se recordam do encontro extrafísico e são capazes de jurar que nunca fizeram uma projeção consciente.

Alguns leitores podem objetar que, se estivessem realmente lúcidos e ativos fora do corpo, o cordão de prata transmitiria as informações extrafísicas para o cérebro físico, já que seus principais filamentos estão inseridos na cabeça. Porém, infelizmente, o cordão de prata é somente um conduto para a transmissão de energia de um veículo de manifestação para o outro, durante a projeção, e não um conduto mental, pois não se presta à transmissão de idéias e, por vezes, devido à densidade das energias do duplo etérico que podem acompanhá-lo, é um dos principais obstáculos à lucidez extrafísica e à rememoração física.

Portanto, o candidato a projetor consciente tem dois objetivos a alcançar, se deseja ter uma experiência fora do corpo completa:

1. Obter uma melhor lucidez extrafísica nas projeções;

2. Obter uma melhor rememoração física das projeções.

Em primeiro lugar, deve vir o esforço em melhorar a lucidez extrafísica, durante as projeções que ocorrem naturalmente, durante o sono comum de todas as noites. A melhor maneira de iniciar esse esforço é trabalhar melhor a própria lucidez habitual, durante a vigília física ordinária. Uma pessoa que não tenha uma boa lucidez durante o dia, fatalmente terá dificuldades para ter uma boa lucidez extrafísica.

Em segundo lugar, o ser humano não usa totalmente as potencialidades de seu cérebro físico e isso acarreta uma série de dificuldades para o projetor, ao retornar da projeção. O cérebro tem sua própria mecânica de funcionamento e esta, por sua vez, é condicionada pelos parâmetros humanos tridimensionais de manifestação do plano físico. Quando o projetor retorna da projeção consciente para seu veículo físico, com as informações extrafísicas, há uma verdadeira batalha mental, pois o cérebro, dentro de seu condicionamento tridimensional, rejeita o que não compreende e, baseado nisso, em frações de segundo projeta alguns sonhos, misturando-os àquelas informações aparentemente sem lógica, objetivando o sepultamento das mesmas no fundo de seu arquivo mnemônico. Se o projetor perder a lucidez ao interpenetrar o corpo físico, quando despertar fisicamente pela manhã, dificilmente terá alguma rememoração de sua projeção, pois, em cima de sua lembrança, estarão vários sonhos e fantasias subconscientes. Além disso, normalmente, durante o sono há uma intensa atividade onírica ocorrendo no cérebro. De maneira tumultuada, sonhos, pesadelos, devaneios, estados hipnagógicos e hipnopômpicos* se sucedem em seu interior, criando então, uma evocação de imagens fantásticas que se misturam e geram lembranças caóticas ao despertar, dificultando assim a rememoração da projeção.

Muitas vezes, mesmo despertando no momento exato da interiorização, a tendência do projetor é perder, em frações de segundo, as lembranças dos eventos extrafísicos dos quais tenha participado.

Podemos entender isso melhor se fizermos uma analogia com a rememoração dos sonhos comuns: muitas pessoas lembram de alguns sonhos, no exato momento em que despertam, porém, no instante seguinte, a lembrança lhes escapa, deixando a sensação frustrante de saber que sonharam, mas não saber o que sonharam. É como querer segurar água com as mãos: por mais que a pessoa se esforce, a água termina escapando por entre os dedos. Se com os sonhos comuns acontece o esquecimento (e eles são bem mais fáceis de serem rememorados, pois ocorrem dentro dos limites do cérebro), imagine a dificuldade do projetor ao tentar rememorar, dentro do cérebro, uma experiência que ocorreu fora de seus limites, momentos antes, em outra dimensão ou a milhares de quilômetros de distância.

Como o amigo leitor observa, a projeção consciente com boa rememoração fisica não é tarefa das mais simples, porém, está ao alcance de qualquer um, já que a capacidade projetiva (projetabilidade) é inerente à todas as criaturas. Entretanto, a lucidez extrafísica e a rememoração da projeção são inerentes apenas àqueles que se esforçam por conquistá-las.

* ESTADO HIPNAGÓGICO E ESTADO HIPNOPÔMPICO SÃO ESTADOS ALTERADOS DA CONSCIÊNCIA, LIMÍTROFES ENTRE A VIGÍLIA FÍSICA E O SONO. O HIPNAGÓGICO É O COCHILO QUE OCORRE NO INÍCIO DO SONO. O HIPNOPÔMPICO É O COCHILO QUE OCORRE PERTO DO DESPERTAR FÍSICO.

A Teoria e a Prática da Projeção da Consciência

O conhecimento a respeito da projeção da consciência está, atualmente, bastante disseminado entre as pessoas que estudam os assuntos espirituais. Há numerosos livros, pesquisas e cursos técnicos tratando deste tema com seriedade. Existem, inclusive, algumas instituições sérias que se dedicam exclusivamente à pesquisa e divulgação dos assuntos projetivos.

Entretanto, a grande maioria das pessoas que trabalham nessa área são teóricos que não realizaram a projeção consciente. São pessoas que estudam tecnicamente o assunto e acabam se apaixonando por ele, seduzidas pela abrangência consciencial que a experiência extracorpórea oferece. Geralmente, escoram-se nas pesquisas de algum projetor famoso e, baseados nestas informações, acabam escrevendo livros e ministrando cursos. Tecnicamente, alguns sabem bastante sobre as diversas teorias projetivas, porém, falta-lhes o mais importante que é a vivência e a prática extrafísica, só adquiridas através da experiência real. Não sentem na pele o que é um ataque extrafísico e não têm a mínima noção prática do que seja uma viagem extracorpórea até os planos extrafísicos densos (umbral). Não sabem o que é a paz e a alegria íntima de ter participado extrafisicamente de trabalhos de assistência espiritual. Trabalham intelectualmente com as idéias da Projeciologia, mas não possuem uma idéia real do que seja uma projeção do corpo mental ou uma expansão da consciência, pois são experiências que só podem ser plenamente entendidas por quem as vivencia, afinal, são vivências transcendentais, que extrapolam os limites dos parâmetros tridimensionais humanos.

É como disse certa vez um autor: "Mais vale um grama de prática, do que uma tonelada de teorias".

Fazendo uma analogia, é como um projetista de carros de fórmula 1 que projeta todos os detalhes do veículo, sabe tudo sobre cada peça, assiste à todas as corridas, cronometra com precisão o tempo de cada volta e faz estatísticas cada vez mais detalhadas; conversa com os pilotos e, em função das informações dadas por eles, elabora novos métodos e projetos. Entretanto, nunca sentirá na própria pele a pressão física e psicológica de estar dirigindo um veículo a alta velocidade; não terá a vivência do que é o suor nervoso escorrendo pelo rosto; não saberá na prática o que é a emoção de uma ultrapassagem bem feita; não sentirá a agonia de ver um colega de profissão morto na pista, após um acidente automobilístico; nem sentirá o prazer e o alívio de subir no pódium, após uma vitória difícil. Não obstante esses fatores, dirá o projetista que entende muito de fórmula 1.

Da mesma maneira, o projeciólogo teórico coloca-se frente à Projeciologia. Entretanto, o que determina realmente a qualidade do projeciólogo é seu jogo de cintura espiritual, e isto só será adquirido mediante a vivência das experiências extrafísicas.

Por outro lado, encontramos diversos projetores que se projetam com bastante freqüência, mas que não têm muita noção da maneira como o fenômeno ocorre. Sabem que se projetam, mas não entendem nada da mecânica que rege os fenômenos projetivos. Podemos fazer uma analogia com os médiuns psicofônicos que não gostam de estudar. Perguntados como "incorporam", dizem simplesmente que sentam na mesa mediúnica, relaxam e o fenômeno psicofônico ocorre. Porém, não sabem explicar como o mesmo se processa.

Muitos projetores têm o duplo etérico bem solto, bastando um pequeno relaxamento para que o psicossoma se destaque do corpo físico. Perguntados como se projetam, dizem simplesmente que se deitam e se projetam espontaneamente. Porém, não sabem explicar a causa do fenômeno e nem como se projetam.

Para o pesquisador inteligente, apresenta-se claramente um impasse: por um lado a maioria dos projeciólogos são teóricos, vivendo às custas de experiências alheias; sendo assim, não têm como ensinar aos outros aquilo que eles mesmos não sabem fazer. Por outro lado, a maioria dos projetores, embora tendo a vivência extrafísica, não sabem explicar como a projeção ocorre, nem tampouco como ensiná-la para outros.

Naturalmente, chega-se à conclusão de que as pessoas mais capacitadas para ensinarem a projeção da consciência são os projetores, que realizam com freqüência a experiência e que, ao mesmo tempo, estudam bastante todos os aspectos técnicos que envolvem o fenômeno. Se o amigo leitor pesquisar profundamente a extensa literatura sobre a projeção da consciência, observará que as melhores obras são aquelas escritas por projetores-pesquisadores, encontrando nelas as melhores técnicas de projeção, já que foram desenvolvidas através da própria experiência e pesquisa, ou adquiridas através de informações mediúnicas confiáveis. Podemos acrescentar que o melhor projeciólogo, além de ser projetor-pesquisador, é aquele que também usa, em seu trabalho, a mediunidade avançada, bem desenvolvida e equilibrada com o potencial projetivo.

Entre os melhores autores que procuraram dar bastante detalhes e orientações precisas a respeito das técnicas de projeção, podemos citar: Dr. Waldo Vieira (autor dos livros "Projeções da Consciência" e "Projeciologia"), Sylvan Joseph Muldoom (autor do livro "Projeção do Corpo Astral"), Robert Allan Monroe (autor do livro "Viagens Fora do Corpo") e Yram (pseudônimo do ocultista e médium francês Marcel Liuz Fohan, autor do livro "El Medico del Alma").

Qualificações Projetivas

Para que o amigo leitor possa entender melhor as qualificações projetivas, podemos fazer uma analogia entre o projetor e o aviador: para que o aviador possa singrar os ares com segurança, ele necessita observar certas condições essenciais para a execução do vôo:

- Em primeiro lugar, ele precisa ter um veículo apropriado para o vôo, no caso, um avião em boas condições. Isso significa um veículo limpo, abastecido e com seus sistemas de funcionamento em perfeitas condições. Um avião em péssimo estado não pode realizar um ótimo vôo e pode pôr em risco a integridade física do piloto, se seus instrumentos falharem;

- Em segundo lugar, precisa saber pilotar bem, a fim de decolar o aparelho com perfeição de sua base física (aeroporto);

- Em terceiro lugar, ter o máximo de conhecimentos a respeito da mecânica do vôo;

- Em quarto lugar, ter um objetivo bem definido ao realizar o vôo, como por exemplo: transportar uma carga para determinado lugar, visitar alguém que está distante etc.

Podemos aplicar ao projetor essas mesmas condições essenciais para a execução de seu vôo espiritual:

- Em primeiro lugar, o projetor necessita ter um veículo apropriado para o vôo, no caso, um psicossoma em boas condições. Por ser o veículo das emoções e um corpo energético é óbvio que o psicossoma só pode se apresentar em boas condições, se houver um mínimo de equilíbrio emocional e energético. Por sua vez, esse equilíbrio só pode existir se o veículo estiver limpo (sem plaquetas emocionais densas), abastecido (grande capacidade energética) e em perfeitas condições de funcionamento. Um psicossoma em péssimo estado não pode realizar um ótimo vôo extrafísico e pode pôr em risco a integridade espiritual do projetor pois devido ao seu desequilíbrio emocional ou energético, pode ser atraído por correspondência de frequência (sintonia) para o plano extrafísico denso (umbral). O resultado disso é uma péssima experiência extrafísica que inclusive, pode acarretar alguns problemas para o projetor como: perda de energia ou trauma emocional.

Com isso, eu não estou querendo dizer que a projeção é perigosa, como muitos místicos sem consistência afirmam erroneamente. Só estou querendo dizer que um psicossoma em condições "x" vai ser atraído para uma dimensão "x" correspondente. E presumo que ninguém em sã consciência, por mais que seja altruísta, vai querer passear sem necessidade no umbral espiritual (literalmente, o "muro emocional" da humanidade desequilibrada).

Portanto, antes de tentar qualquer experiência espiritual, aconselho ao amigo leitor fazer uma avaliação de seu contexto emocional-energético com a finalidade de descobrir os próprios pontos fracos e tentar, dentro do possível, equilibrá-los.
- Em segundo lugar, o projetor precisa saber acelerar a vibrações de seu complexo energético, através do estado vibracional (circulação fechada de energias), para "decolar" o psicossoma de sua "base terrestre"(corpo humano).
- Em terceiro lugar, ter o máximo de conhecimentos a respeito da mecânica da projeção. É inadmissível alguém tentar se projetar conscientemente sem ao menos saber o básico sobre os processos que regem os fenômenos projetivos. É imprescindível a leitura dos livros especializados de Projeciologia. O conhecimento dá segurança e equilíbrio ao projetor, pois tendo noção do que se passa, ele reage a altura da situação apresentada e aproveita muito melhor a oportunidade que a experiência lhe oferece.

- Em quarto lugar, ter sempre um objetivo bem definido ao tentar a projeção. Na minha opinião, os dois principais objetivos que um bom projetor deve ter em mente são: a aquisição de conhecimentos no plano extrafísico e a prestação de assistência espiritual onde houver necessidade.

Descrições do Cordão de Prata

Dentro do estudo da Projeciologia, o cordão de prata é um capítulo à parte. É, na verdade, uma das partes mais importantes desse estudo. Por isso, vamos estudá-lo mais um pouco e pesquisarmos os seus mecanismos de ação.

Alguns projetores afirmam que o cordão de prata não existe, que nunca o viram em suas projeções. Contudo, isso é fácil de explicar: às vezes a densidade do cordão é tão sutil que o mesmo se torna invisível e intangível para o próprio projetor. Além disso, se o projetor estiver projetado a grande distância do seu corpo físico, fica mais difícil ainda percebê-lo. Pode se considerar, ainda que se alguns projetores não conseguem ver nem mesmo o próprio corpo humano deitado no leito*, e isso não significa que ele não existe.

A melhor maneira do projetor verificar a existência do cordão de prata é se manter perto do corpo físico, onde sua densidade é maior, devido à ação da cúpula energética, e usar, então, as mãos extrafísicas (paramãos) para apalpar a própria nuca extrafísica (paranuca) e ali tocar ou sentir as pulsações energéticas do cordão.

Pelo fato do cordão se inserir na parte posterior da paracabeça do psicossoma, é óbvio que o projetor pode não percebê-lo, pois na maioria das vezes está olhando para frente, e nem se apercebe de que há uma conexão energética sutil, ligando-o ao corpo físico.

Além do grande número de projetores (a maioria) que relatam ter visto e até tocado extrafisicamente o cordão de prata, temos também o relato de muitos clarividentes que em plena vigília física, viram o cordão aderido no psicossoma do projetor que lhes aparecia naquele instante. Há, ainda, as informações passadas pelos espíritos desencarnados, através da psicografia e da psicofonia, contendo informações pormenorizadas do funcionamento desse cordão.

Há uma certa controvérsia entre os pesquisadores de Projeciologia a respeito do ponto de conexão do cordão de prata no corpo físico. Alguns dizem que ele se situa no plexo solar. Outros afirmam que o ponto de contato é no interior da cabeça.

Na verdade, o cordão de prata é uma série de filamentos energéticos embutidos por toda a extensão (interna) do corpo físico. Quando o psicossoma se projeta, esses filamentos se distendem e se unem formando, então, um feixe de energia que liga os dois corpos. Pode se dizer que são minicordões que se juntam num só. Os principais filamentos se distendem de cinco pontos básicos: ventre (chacra sexual), plexo solar (chacra umbilical), baço (chacra esplênico), coração (chacra cardíaco) e cabeça (chacras coronário e frontal).

* Tal fato se deve a três fatores básicos:

1. Medo de encarar o próprio corpo, prostrado no leito, vazio de alma, tal qual zumbi;

2. A ação do cordão de prata, dentro do perímetro energético de sua cúpula, cria dificudades para o projetor se manter totalmente lúcido e com perfeita autocrítica dos fatos;

3. Psicossoma portando energias muito densas, o que acarreta distorções nas parapercepções do projetor;

O famoso projetor inglês da década de 1920, Oliver Fox (pseud. de Hugh Callaway (1885-1949), autor do livro "Astral Projection") nunca viu seu corpo físico durante as suas projeções.

** Às vezes, essa ligação do cordão de prata se faz pelas omoplatas extrafísicas (paraomoplatas) e chega até a paranuca por dentro do psicossoma.

Se o psicossoma se apresentar bastante denso energeticamente fora do corpo, é bem provável que o projetor veja um grande filamento do cordão exteriorizando-se do plexo solar ou do peito, pois são áreas que contém muito ectoplasma*.
O filamento energético da cabeça também estará exteriorizado, porém, como é muito sutil, o projetor poderá não percebê-lo.

Como o leitor observa, o cordão de prata exterioriza-se de pontos diferentes no corpo físico **, mas sua conexão principal está situada na cabeça, sede do corpo mental. Nem é preciso dizer que a pessoa pensa com a cabeça, e não com a barriga.

Nos relatos mediúnicos passados pelos espíritos desencarnados, eles informam que o rompimento final do cordão de prata se dá dentro da cabeça, e não no plexo solar.

* ECTOPLASMA: ENERGIA BASTANTE DENSIFICADA DO INTERIOR DO CORPO HUMANO. 

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