Há muitos pacientes que tiveram experiências fora do corpo durante uma intervenção cirúrgica. Os livros de Projeciologia estão repletos de relatos* desse tipo.
Essas projeções ocorrem devido à ação do anestésico, que faz o metabolismo do corpo físico cair,e, em conseqüência disso, o psicossoma é projetado para fora dele. Nesse caso, os liames energéticos do cordão de prata estão frouxos e não conseguem manter o corpo sutil interiorizado no físico.
Vale dizer, que as projeções causadas pela ação de anestésicos, de drogas e de chás alucinógenos** em geral, são experiências impuras, antinaturais, pois distorcem as parapercepções do projetor. Além disso, no caso de drogas como a maconha, a cocaína, a heroína, o haxixe, o crack, o LSD e outras drogas pesadas, há o agravante de que espíritos desencarnados doentes, viciados na energia dessas drogas, se aproximarão do projetor (por sintonia energética) com a finalidade de vampirizá-lo extrafisicamente.
Levando isso em consideração, é bom que o projetor se afaste do uso de drogas e busque experiências puras, baseadas no próprio aprimoramento espiritual.
Após haver escrito o texto acima, percebi espiritualmente ao meu lado, o nosso querido amigo Ramatís que me ditou o seguinte: "É bom alertar ao projetor que também não abuse no consumo de bebidas alcoólicas, pois há muitos alcoólatras desencarnados por aí esperando para pegarem uma "boquinha energética" na aura de alguém e transformá-la em verdadeira "caneca viva" do astral inferior. Naturalmente que não há mal algum em se tomar uma boa cervejinha, ou um copo de vinho. Estamos apenas alertando quanto ao consumo excessivo de álcool, pois todo exagero, seja físico ou espiritual, leva ao desequilíbrio da alma.
Ecletismo Projetivo
De todos os fenômenos parapsíquicos, a projeção da consciência se destaca como aquele onde a alma aparece mais desnuda perante a realidade espiritual. Por isso, a Projeciologia é uma área com um imenso campo de estudos. É natural portanto, que surjam pesquisadores com enfoques diferentes em cima do mesmo assunto. Dependendo do condicionamento psicológico do estudioso, é óbvio que ele direcionará suas opiniões a favor do sistema (filosófico, científico ou religioso) que lhe seja mais simpático. Por exemplo:
- O parapsicólogo vê a projeção como um fenômeno paranormal relativo à capacidade cerebral do sujeito, descartando qualquer influência espiritual sobre o mesmo.
- O espírita vê a projeção como um fenômeno mediúnico e isso gerou o equívoco de se acreditar que a projeção só ocorre se o projetor receber ajuda dos espíritos desencarnados. Isso não é verdade, pois embora os espíritos possam ajudar, a projeção é capacidade anímica da própria pessoa.
- O ocultista vê a projeção como um potencial oculto do ser humano e que só pode ser ativado mediante algum processo iniciático. Inclusive, alguns atrelam o processo projetivo a rituais variados ou a iniciações espirituais em alguma confraria secreta. Isso gerou o equívoco de se acreditar que só consegue se projetar conscientemente quem estiver ligado à alguma sociedade esotérica. Obviamente que isso não corresponde a realidade. Já encontrei muita gente projetada fora do corpo que não era iniciada em coisa alguma. Por diversas vezes vi minha mãe projetada, e olhe que ela não acredita nisso e ainda é protestante. Também já vi vários animais projetados e eles não tem grau iniciático nenhum.
- O iogue vê a projeção como um fenômeno místico ou como um dos sidis* (poderes). Isso induz ao erro de se achar que o projetor precisa da orientação de um guru experiente ou de que deve levar uma vida ascética. Porém, isso não é necessário. Podemos ser projetores conscientes e morarmos na cidade, participando ativamente dos eventos diários da vida moderna. E o guru de que precisamos é o "BOM SENSO" de vivermos corretamente. Se o amigo leitor quiser buscar a ajuda de algum mestre na projeção, que busque então alguém de confiança: seus amparadores extrafísicos!
- O católico vê a projeção sob o ângulo da dualidade. Considera uma coisa divina, um verdadeiro milagre, quando acontece com alguém de dentro da igreja, como nos mostra os relatos da Hagiografia*. Entretanto, fora do âmbito da igreja é considerada como coisa do diabo. Inclusive, na época da inquisição muitos projetores foram parar na fogueira acusados de serem bruxos. Felizmente as fogueiras da intolerância religiosa foram apagadas há três séculos atrás. Contudo, ainda existem as fogueiras psicológicas, onde quando não se entende um fenômeno parapsíquico se diz logo que é algo diabólico. Ou, como gosta de dizer o padre jesuíta Oscar G. Quevedo (duble de parapsicólogo): "Ninguém sai do corpo, isto é obra do subconsciente da pessoa".
Na Hagiografia**, que é a biografia dos santos católicos, encontramos vários relatos de bilocação física, que é quando o corpo espiritual, projetado fora do corpo humano, materializa-se, sendo percebido por outras pessoas e podendo até, em certas circunstâncias, realizações materiais como se estivesse no corpo físico.
Há relatos desse tipo de experiência invulgar ocorridos com Alphonse-Marie de Liguori (Santo Afonso de Liguori; 1696-1787), Antônio de Pádua (Santo Antônio de Pádua; 1195-1231), Maria de Agreda (1602-1665), José de Anchieta (Padre Anchieta; 1534-1597), Pio de Petralcina (Padre Pio; 1887-1968), Francisco Xavier (São Francisco Xavier; 1571), Clemente I (Papa São Clemente; século I) e vários outros.
- O protestante é mais radical do que o católico. Não há conversa possível. Segundo sua crença, a projeção é coisa do diabo. Nem adianta lhe explicar que até na Bíblia há referências sobre a projeção.
Como se observa, as opiniões sobre a projeção são bem diversas, e isto sem contar aqueles que nos chamam de malucos por estudarmos tal assunto. Em vista de tudo isto, é que preferi seguir um caminho eclético, sem nenhuma espécie de "cabresto psicológico" me ligando a doutrinas ou esquemas de qualquer natureza.
Meus conhecimentos sobre a Projeciologia são baseados em quatro fontes principais:
1. As minhas próprias projeções: a minha primeira projeção consciente ocorreu aos quinze anos de idade em abril de 1977. De lá para cá, já vivi muita coisa extrafisicamente. Logo, não sou um teórico da projeciologia, sou um projetor!
2. O estudo técnico dos livros de Projeciologia: praticamente leio de tudo dentro da área . Sou um devorador de livros e tenho uma ótima biblioteca sobre o assunto. A minha parte técnica está afiadíssima, mas nem por isto acho que sei bastante sobre a projeção, e muito menos relegar a parte espiritual por causa da parte técnica.
3. As orientações dos amparadores extrafísicos: boa parte do que sei me foi ensinado fora do corpo pelos amigos espirituais.
4. A abertura das capacidades parapsíquicas: além de projetor, sou também um sensitivo. Procurei desenvolver em mim mesmo tudo o que fosse produtivo espiritualmente. Desenvolvi razoavelmente a clarividência, a mediunidade, a intuição e a exteriorização bioenergética. Logo, recebo muitas informações extrafísicas, mesmo estando na vigília física ordinária, pelos canais intuitivos, mediúnicos ou telepáticos.
Então, sendo projetor-pesquisador há muitos anos, recomendo aos aspirantes a projetores conscientes que procurem ter uma mente aberta, sem preconceitos e um coração generoso na abordagem dos temas projetivos.
Como diz nosso amigo espiritual Rama:
"Que o caminhar do buscador seja coerente, pois nas trilhas da Espiritualidade só consegue sucesso quem tem os passos luminosos, o coração brilhante e a alma cheia de amor."
Assistência Extrafísica
Aquele que é iniciado na verdadeira arte espiritual sabe que o valor da consciência está claramente delineado no serviço desinteressado que possa prestar à coletividade física e extrafísica. Nesse aspecto, a projeção da consciência desponta como real oportunidade de crescimento espiritual a partir da assistência extrafísica que o espírito encarnado possa prestar aos outros durante o sono de seu corpo físico.
O sono dá ao espírito encarnado a oportunidade do desprendimento temporário de seu envoltório carnal. E nisto reside sua grande chance de sentir-se útil perante a vida, pois fora do corpo, ele é levado por seus amigos espirituais às pessoas necessitadas, físicas ou extrafísicas, onde sua energia consciencial é de grande ajuda.
Mediante processos específicos de transmissão de energia, os amparadores extrafísicos usam o projetor como doador de energia para a pessoa enferma (na maioria das vezes já desencarnada e sem se aperceber disso).
Muitas pessoas perguntam por que os amparadores extrafísicos, exímios manipuladores de energia, precisam da colaboração de um projetor em seus processos de assistência extrafísica. O motivo é bem simples: no caso dos enfermos desencarnados, muitos deles portam no corpo espiritual energias muito densas, oriundas de desequilíbrios variados na existência terrestre. Além disso, corno o psicossoma reflete fielmente o que a consciência pensa e sente, as formas mentais (formas de pensamento) engendradas pelos seus pensamentos negativos aderem em sua psicosfera (aura extrafísica), gerando com isso sérios bloqueios espirituais que mantêm a entidade agregada vibratoriamente aos níveis extrafísicos mais densos (umbral, plano astral denso) ou, como ocorre com freqüência, no campo energético da própria crosta terrestre.*
Em vista disso, os amparadores extrafísicos, que têm uma densidade energética bem sutil, usam as energias dos projetores, pois estes também manifestam, na maioria das vezes, energias densas que são compatíveis com as energias dos enfermos extrafísicos.
Porém, a densidade energética do psicossoma do projetor não é oriunda de desequilíbrios espirituais, mas sim por causa do fato de que ele está encarnado, e, portanto, ligado também à crosta terrestre.
Os amparadores usam as energias densas do cordão de prata do projetor e de seu duplo etérico ligado ao corpo, fazendo, então, uma transfusão energética para o enfermo extrafísico com o intuito de romper seus bloqueios energéticos e melhorar sua vibração espiritual.
Como o amigo leitor está notando, um bom projetor é muito útil espiritualmente, mesmo que muitas vezes ele próprio não tome consciência de que serviu extrafisicamente como doador de energia. Sendo assim, sugiro a você que antes de dormir, eleve seu pensamento aos amparadores e manifeste a eles a clara intenção de ser útil fora do corpo. Não importa que você não se lembre dos eventos extrafísicos. O importante é que você pense nisso ao deitar. Não há dinheiro no mundo que pague a sensação de ser útil à vida. Além disso, ao ajudar os outros fora do corpo, você dissolve seus próprios "nós cármicos" e seu crescimento espiritual se acelera de maneira bastante produtiva.
Alma Livre II
Por mais que o corpo seja belo, não há como compará-lo à alma, pois essa é luminosa e colorida. Seu brilho não fenece nunca, nem mesmo quando está enredada nas energias densas do plano físico. É que durante o sono ela se desprende de seu envoltório carnal e reassume sua verdadeira natureza espiritual.
Temporariamente livre das amarras corporais, ela se ejeta na direção do infinito. Sabe que em breve seu cordão de prata vai tracioná-la de volta ao corpo. No entanto, ela não liga, é projetora consciente e conhece as regras do jogo. Quando o aviso admonitório** do cordão de prata lhe chamar a atenção, ela retornará docilmente ao seu "corpo cela", plenamente consciente de que a vida na Terra é necessária à sua evolução.
Contudo, enquanto isso não acontece, ela desfruta da liberdade que o sono de seu "casulo de carne" lhe oferece: busca a companhia de seus amigos espirituais nos distritos extrafísicos mais sutis; assiste magníficas palestras espirituais ministradas por respeitáveis amparadores da consciência; freqüenta as bibliotecas extrafísicas; nutre-se das energias sutis do plano extrafísico; ativa seus centros de força (parachacras) e exterioriza energias salutares para os doentes desencarnados que estão nos hospitais extrafísicos ou nas furnas cinzentas do umbral (plano extrafísico denso).
Contente por estar aprendendo e trabalhando, ela alça vôo e singra o espaço: beija as estrelas, toca o sol e expande-se pelo Universo.
Dentro de instantes, o cordão de prata vai succioná-la de volta para seu corpo físico. Mas esta alma não se importa: é projetora consciente e sabe o que faz! Está ligada à Terra, mas é ALMA LIVRE!
Que as noites lhe sejam belas e que a alegria e a boa vontade sejam sempre suas companheiras nas excursões extracorpóreas, pois novas noites virão.
- Ramael -
(Os Iniciados)
(psicografado por Wagner D. Borges; Caxias do Sul, 30/05/95)
Nos vários livros do espírito André Luiz, psicografados por Francisco Cândido Xavier, há muitas referências à projeção da consciência (chamada por ele de desprendimento espiritual). Principalmente no excelente livro "No Mundo Maior", onde há um trecho muito importante para quem está estudando a projeção nos dias de hoje. Trata-se de uma verdadeira aula que o espírito Calderaro dá a André Luiz sobre o trabalho dos amparadores extrafísicos com os projetores durante o sono. Embora esse material tenha sido escrito em 1947, ele está plenamente coerente com tudo o que já sabemos sobre o assunto atualmente. Na verdade, acredito que esse texto tenha sido escrito visando os estudantes espiritualistas do futuro (que é agora), pois naquela época quase ninguém entendia bem as experiências extracorpóreas.
Baseado nisso, achei interessante para a análise do leitor, reproduzir algumas partes desse texto tão importante.
"No Mundo Maior" (Edição da Federação Espírita Brasileira; 2ª ed.; p. 11-16):
"O vento passava cantando, em surdina; no recinto iluminado de claridades inacessíveis à faculdade receptiva do olhar humano, aglomeravam-se algumas centenas de companheiros, temporariamente afastados do corpo físico pela força liberativa do sono.
Amigos de nossa esfera atendiam-nos com desvelo, mostrando interesse afetivo, prazer de servir e santa paciência. Reparei que muitos se mantinham de pé; outros, contudo, se acomodavam nas protuberâncias do solo alcatifado de relva macia, em palestra grave e respeitosa.
Ambientando-me para aquela hora de extrema beleza espiritual, Calderaro avisou-me:
- Na reunião de hoje, o Instrutor Eusébio receberá estudantes do espiritualismo, em suas correntes diversas, que se candidatam aos serviços de vanguarda.
- Oh! - exclamei, curioso - Não se trata, pois de assembléia, que agrupe indivíduos filiados indiscriminadamente às escolas da fé?
O assistente esclareceu de pronto:
- A medida não seria aconselhável no círculo de nossa especialidade. O Instrutor afeiçoou-se ao apostolado de assistência à criaturas encarnadas e a recém-libertas da zona física, em particular, precisando aproveitar o tempo com as horas de preleção, para o máximo de aproveitamento. A heterogeneidade de princípios em centenas de indivíduos, cada qual com sua opinião, obrigaria a digressões difusas, acarretando condenáveis desperdícios de oportunidades.
Fixou a multidão demoradamente, e acrescentou:
- Temos aqui, em cálculo aproximado, mil e duzentas pessoas. Deste número, oitenta por cento se constituem de aprendizes dos templos espíritualistas, em seus ramos diversos, ainda inaptos aos grandes vôos do conhecimento, conquanto nutram fervorosas aspirações de colaboração no Plano Divino. São companheiros de elevado potencial de virtudes. Exemplificam a boa vontade, exercitam-se na iluminação interior através de esforço louvável; contudo, ainda não criaram o cerne da confiança para uso próprio. Tremem ante as tempestades naturais do caminho e hesitam no círculo das provas necessárias ao enriquecimento da alma, exigindo de nós particular cuidado, pois que, pelos seus testemunhos de diligência na obra espiritualizante, são os futuros instrumentos para os serviços da frente. Apesar da claridade que lhes assinala as diretrizes, ainda padecem desarmonias e angústias, que lhes ameaçam o equilíbrio incipiente. Não lhes falece, porém, a assistência precisa. Instituições de restauração de forças abrem-lhes as portas acolhedoras em nossas esferas de ação. A libertação pelo sono é o recurso imediato de nossas manifestações de amparo fraterno. A princípio, recebem-nos a influência inconscientemente; em seguida, porém, fortalecem a mente, devagarinho, gravando-nos o concurso na memória, apresentando idéias, alvitres, sugestões, pareceres e inspirações beneficientes e salvadoras, através de recordações imprecisas.
Fez breve pausa e concluiu:
- Os demais são colaboradores de nosso plano em tarefa de auxílio.
A organização dos trabalhos era digna de sincera admiração. Estavamos num campo substancialmente terrestre. A atmosfera, impregnada de aromas que o vento espargia em torno, recordava-me o lar na Terra, contornado de seu jardim, em noite cálida.
Que teria eu realizado no mundo físico se recebesse, em outro tempo, aquela bendita oportunidade de iluminação? Aquele punhado de mortais, sob os raios da Lua, afigurou-se-me assembléia de privilegiados, favorecidos por celestes numes. Milhões de homens e mulheres a dormir em cidades próximas, algemados aos interesses imediatos e ansiando a permuta das mais vis sensações, nem de longe suspeitariam a existência daquela original aglomeração de candidatos à luz íntima, convocados à preparação intensiva para incursões mais longas e eficientes na espiritualidade superior. Teriam a noção do sublime ensejo que lhes aprazia? Aproveitariam a dádiva com suficiente compreensão dos valores eternos? Marchariam desassombrados para a frente, ou estacionariam ao contato dos primeiros óbices, no esforço iluminativo?"
Ainda no mesmo texto, um pouco mais a frente (pág. 17-33), há uma palestra do instrutor Euzébio para os projetores ali presentes. Há um trecho onde ele diz o seguinte:
"Enquanto vossa organização fisiológica repousa à distância, exercitando-se para a morte, vossas almas quase libertas partilham conosco a fraternidade e a esperança, adestrando faculdades e sentimentos para a verdadeira vida.
Naturalmente, não podereis guardar plena recordação desta hora, em retomando o envoltório carnal, em virtude da deficiência do cérebro, incapaz de suportar a carga de duas vidas simultâneas; a lembrança de nosso entendimento persistirá, contudo, no fundo de vosso ser, orientando-vos às tendências superiores para o terreno da elevação e abrindo-vos a porta intuitiva para que vos assista nosso pensamento fraternal."
Objetivos Espiritualistas
John Blofeld, pesquisador inglês que muito viajou pelo Oriente, é autor de dois livros excepcionais sobre as práticas espiritualistas orientais: "Mantras" (Ed. Pensamento) e "O Portal da Sabedoria" (Ed. Pensamento). Neste último, ele fez um resumo dos objetivos iogues para o crescimento consciencial dos discípulos. É uma síntese tão bonita da caminhada espiritual, que não resisti à tentação de reproduzí-la aqui em nosso trabalho.
Esse texto nada tem a ver diretamente com a projeção da consciência, porém, pode fazer o aspirante a projetor consciente refletir sobre seus próprios objetivos. Portanto, peço ao leitor que observe com atenção o texto abaixo e veja se ele é útil para quem está buscando a projeção consciente.
"Um aspirante a iniciado procura:
1- Aprender como erradicar desejos e aversões imoderados;
2- Transmutar (não suprimir) todas as qualidades negativas, como paixões e ilusões;
3- Estimular o fluxo da sabedoria intuitiva;
4- Reconhecer a sacralidade do ambiente cósmico em seu todo, desde o menor inseto ou folha de grama;
5- Banir o demônio do ego e cultivar a compaixão;
6-Caminhar no rumo da plena auto-realização, que conduz à libertação e à iluminação.
Essas tarefas envolvem, desde o início:
a. Consciência e cuidado com as próprias ações do corpo, da fala e da mente;
b. O cultivo da calma interior e de um sentido de unidade com o próprio ambiente;
c. A diminuição progressiva de ações e desejos centrados no ego e meditação freqüente para amadurecer a compaixão.
Tudo isto deve ser acompanhado pela prática ininterrupta da moderação, da simplicidade, da gentileza e da reverência em relação a tudo o que existe. Gradualmente, essas medidas levarão à obtenção da tranquilidade interna, que proporciona uma alegria calma, a libertação da ansiedade, a ausência de medo e, oportunamente, momentos reais de êxtase. Ao mesmo tempo, o adepto tornar-se-á cada vez mais reconciliado com a vida aqui e agora e, assim, avançará, pelo menos um pouco, em direção ao reconhecimento de que o nirvana não é um estado distante, mas que existe em tudo o que o cerca, sendo perceptível a todos os que tem olhos para ver o que existe sob o domínio das meras aparências.
Tais são os primeiros estágios do percurso que conduzem ao gozo da felicidade nesta vida."
Por que há Espíritos Negativos?
Muitas pessoas perguntam por que há tantos espíritos desencarnados apegados ao plano físico ou envolvidos em tramas obsessivas. A explicação para isso é das mais simples: a morte não muda ninguém! O desencarnado de hoje é aquele mesmo que estava encarnado ontem. Extrafisicamente, ele é o reflexo exato daquilo que manifestava no plano físico.
A morte não transforma a pessoa tacanha em "gênio do além" e nem o desequilibrado emocional em anjo sideral. A pessoa é, literalmente, após a morte, o mesmo que era antes de desencarnar. Nem mais, nem menos: ela é a mesma consciência, com os mesmos pensamentos e desejos de antes; somente foi ejetada para fora do corpo finalmente. E apenas pura causa e efeito: se é após a morte o que se foi em vida terrestre.
Para entendermos bem a mecânica desse processo, é só observarmos o que a maioria das pessoas busca na existência terrestre. Se a criatura busca desejos baixos na vida, é óbvio que seu corpo espiritual manifestará, também, energias de baixo nível. É por isso que encontramos tantos desencarnados em estado lastimável após a morte: já eram lastimáveis em vida, pois buscavam objetivos grosseiros.
Como dizia o mestre Leon Denis*: "A morte não nos muda e, no além, somos apenas o que nos tornamos neste mundo. Daí a inferioridade de tantos seres desencarnados."
Há muitos relatos antigos se referindo à influência nefasta dos espíritos negativos sobre as pessoas. Dependendo da época, do povo e da cultura vigente, a denominação desses espíritos variava: espíritos trevosos, almas penadas, fantasmas, espíritos inferiores, espíritos apegados, espectros malignos, demônios etc...
Paulo de Tarso (?- 67), o grande apóstolo cristão, sabia bastante sobre a ação desses espíritos infelizes, pois sofreu muitos assédios espirituais durante sua missão de espalhar os ideais cristãos. Por isso, ele escreveu o seguinte:
"Porque nós não temos de lutar contra o sangue e contra a carne, isto é, contra as paixões vulgares, mas contra os principados e protestados; contra os governadores das trevas deste mundo; contra os espíritos da maldade nos ares."
(Paulo de Tarso, Efésios, cap.6: vers. 12).
Porfírio, grande iniciado espiritualista da antiguidade, também se referiu ao assunto:
"A alma, mesmo depois da morte física, permanece ligada ao corpo por estranha ternura e uma afinidade tanto maior quanto mais bruscamente essa essência houver sido separada de seu envoltório; vemos almas em grande número voltear; desorientadas, em redor dos seus restos terrestres. Ainda mais, vemo-las procurar com diligência os despojos de cadáveres estranhos, e acima de tudo, o sangue fresco derramado, cujo vapor parece restituir-lhes, por alguns instantes, certas faculdades da vida.
Assim os feiticeiros abusam dessa noção no exercício de sua arte. Nenhum ignora como evocar, à força, as almas obrigando-as aparecer, seja agindo sobre os restos do corpo que deixaram, seja invocando-as no vapor do sangue derramado."
(Porfírio, Des Sacrifices, cap.II).
Paracelso (pseud. de Theophrastus Bombastus von Hohenheim; 1490-1541), o grande alquimista e ocultista do século XVI, escreveu o seguinte:
"Vamos conhecer agora a maneira como os espíritos podem nos prejudicar. Se desejamos com toda a nossa vontade (plena voluntas) o mal de outra pessoa, essa vontade que está em nós acaba conseguindo uma verdadeira criação no espírito, impelindo-o a lutar contra o lado da pessoa que queremos ferir.
Então, se este espírito é perverso (mesmo que o corpo correspondente não seja), acaba deixando nele (no corpo) uma marca de pena ou sofrimento, de natureza espiritual em sua origem, ainda que seja corporal em algumas de suas manifestações.
Quando os espíritos travam essas lutas, acaba vencendo aquele que pôs mais ardor e veemência no combate. Segundo essa teoria, devem compreender que em tais contendas se produzirão feridas e outras doenças não corporais. Por conseguinte toda uma série de padecimentos do corpo pode começar desta maneira, desenvolvendo-se em seguida conforme a substancia espiritual."
(Paracelso; "A chave da Alquimia"; pág.129; Ed. Três).
A partir do surgimento do Espiritismo, com Allan Kardec (pseudônimo de Leon Hypolite Denizard Rivail; 1804-1869) e o "Livro dos Espíritos" (França; 1857), esses espíritos negativos passaram a ser denominados de obsessores espirituais ou de espíritos atrasados.
Na verdade, esses espíritos deveriam ser denominados de enfermos extrafísicos ou doentes desencarnados, pois seu desequilíbrio é tão grande que os leva à obsessão e à loucura espiritual.
Infelizmente, seu desequilíbrio acaba levando-os a se anexarem nas auras das vítimas incautas que os atraem devido à sintonia espiritual, mental, emocional ou energética que manifestam. Nesse ponto, não custa nada lembrarmos do velho axioma espiritualista: "semelhante atrai semelhante."
Considerando as dificuldades dos espíritos ligados à Terra, podemos classificá-las em:
1. Apego psicológico;
2. Apego energético;
3. Apego psicológico e energético.
As causas disso podem ser variadas. O ótimo pesquisador inglês Robert Crookall* (1890-1982) classificou-as da seguinte maneira:
A) A atenção desses espíritos continua dirigida para as questões físicas;
B) Prevalece neles a necessidade de sensações grosseiras;
C) As suas repetidas afirmações, atuando como sugestões pós-hipnóticas, de que não há outro mundo além do físico, fazem difícil para eles aceitarem a existência de algo além da morte;
D) Alguns desses espíritos são turrões por causa de sua absoluta estupidez, obstinação e desinteresse em aprender;
E) Falta de determinação para seguir em frente, rumo a outras dimensões espirituais superiores.
Podemos acrescentar, ainda, mais duas situações que desequilibram muitos espíritos:
- corpo espiritual muito denso por causa do desequilíbrio espiritual, mental, emocional ou energético durante a vida física;
- energias remanescentes do duplo etérico (campo energético do corpo humano) aderidas no corpo espiritual, mantendo-o, então, bastante denso e apegado energeticamente ao plano físico.
Em vista de tudo isso, para que manifestemos um bom nível de consciência na vida e possamos estar protegidos de influências espirituais negativas, é necessário que direcionemos os nossos esforços na aquisição de quatro coisas imprescindíveis na vida:
1. DISCERNIMENTO NA MENTE: para entendermos as coisas e buscarmos objetivos claros. Nesse aspecto, a leitura espiritualista, a meditação e a reflexão serena são aliados maravilhosos em nossa caminhada terrena.
2. COMPAIXÃO NO CORAÇÃO: para compreendermos os outros e ajudarmos a todos. Perdão, paciência e boa vontade são as palavras de ordem para quem quer ser útil à vida. Contudo, sabemos na prática como é difícil ser assim. Mas, sabemos também, que estamos aprendendo e evoluindo. O próprio fato de estarmos estudando esses assuntos já é um bom passo na direção da melhoria de nós todos.
3. ENERGIAS SALUTARES NA AURA: para irradiarmos LUZ para o mundo e para expressarmos a plenitude de nossas capacidades anímico-mediúnicas na vida. Precisamos ter uma aura forte, limpa, colorida e chacras vibrantes.
4. ELEVADO NÍVEL DE ÉTICA (COSMOÉTICA): para que não julguemos, e tão pouco condenemos os outros. A técnica de como fazer isso é simples: se observarmos os nossos defeitos com mais atenção e menos orgulho, sem dúvida que não nos sobrará tempo para observarmos os erros dos outros. Precisamos prestar atenção nas coisas que são positivas. Quanto às que são negativas, sigamos o conselho do nosso bom amigo espiritual André Luiz: "Sigamos o que for correto e sensato. O que não for, tenhamos paciência e compreensão, sabendo que a previdência divina é magnânima, e, no devido momento, impulsionará na direção certa, a tudo e a todos, para o BEM MAIOR!


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