Para comparação do leitor, vejamos alguns relatos importantes sobre o cordão de prata extraídos das principais obras de Projeciologia:
Charles Hamptom; "A Transição Chamada Morte" (p.42-44; Ed. Pensamento):
"O livro do Eclesiastes 12:6, refere-se ao Cordão de prata com estas palavras: "ou o cordão de prata se solte ou o vaso de ouro se parta". Uma quantidade enorme de filamentos nervosos reúnem-se na base do crânio e são, então, entrelaçados através da matéria do próprio cérebro. Assim podemos considerar o cérebro um painel controlador do sistema telegráfico dos nervos e dos músculos do corpo como se ele operasse alternadamente através da linha-tronco do cordão de prata pelas consciências superiores. O cordão de prata reúne os filamentos nervosos que terminam no cérebro num cabo elétrico, que é ligado à sutura do alto da cabeça, chamada em sânscrito de centro brahmarandra, ou abertura de Brahma. É através desse centro do topo da cabeça que normalmente a consciência deixa o corpo humano, parcialmente no sono ou na meditação, e completamente na morte."
"Imagine-se um cabo feito com muitas centenas de delgados filamentos nervosos, cada um deles tendo uma linha claramente definida de substância etérica estendendo-se a partir deles, desde o ponto em que se une ao corpo, mas tornando-se mais etéreo à proporção que penetra os éteres mais finos, até tornar-se muito tênue. Uma boa ilustração é um feixe de raios luminosos cruzando certa extensão do espaço e pelo qual um aeroplano pode-se guiar com certeza e segurança, tal como nas histórias infantis em que as fadas deslizam pelos raios do luar. Assim como temos inumeráveis extensões de ondas em nosso rádio, e a sinfonia passa a uma fração de polegada de distância das notícias irradiadas, sem que uma jamais interfira na outra; da mesma forma o cordão de prata de uma pessoa jamais se emaranha com o de outra, porque cada pessoa é única, tal como duas folhas de uma árvore não são exatamente iguais, ou duas impressões digitais não são as mesmas."
"No sono, principalmente numa pessoa que tenha receio de se afastar demais de seu corpo, o cordão de prata tem a aparência de um cordão umbilical, a não ser pelo fato de estar ligado ao centro do cérebro e não ao umbigo. Parece quase palpável. Mas se uma pessoa viaja a uma certa distância de seu corpo, seria mais comparável a uma irradiação de farol."
Robert Allan Monroe; "Viagens Fora do Corpo" (p.144-145; Ed. Record):
"Saí do físico através do processo "rolamento de toro", depois comecei a atravessar o quarto. Parecia que alguma coisa me retinha. Era como tentar andar devagar na água, puxando com braços e pernas sem sair do lugar. Subitamente houve um puxão nas minhas costas (sem dor) e eu retrocedi formando um arco, com os pés acima da cabeça, e reentrei no físico. Sentei-me fisicamente, quando alguém bateu na porta (minha filha). Que me teria puxado para trás tão resolutamente? O "cordão" sobre o qual eu lera desde então?".
"Respondendo a uma pergunta feita em discussão com a Sra. Bradshaw, resolvi verificar se havia realmente um "cordão", mas não me ficou visível; ou estava escuro demais, ou em outro ponto. Então tateei pela cabeça para ver se ele saia pela frente, topo ou nuca. Quando fiz isso minha mão esbarrou em qualquer coisa, e tateei por trás de mim com ambas as mãos. Seja lá o que for, estendeu-se a partir de um ponto atrás de mim, diretamente entre as omoplatas, pelo que pude perceber; e não da cabeça, como eu esperava. Senti a base, e parecia exatamente como as raízes de uma árvore espalhando-se do tronco principal. As raízes inclinavam-se para fora e desciam pelas minhas costas até o meio do tronco, subiam pelo pescoço e penetravam pelos ombros de cada lado. Estiquei os braços e vi que formavam um "cordão". Ficava pendurado e solto; pude sentir sua textura com precisão. Tinha calor de um corpo, e parecia composto de centenas (milhares) de fios iguais a tendões, unidos aos grupos , mas não torcidos nem espiralados. Era flexível, e não parecia ter pele por cima. Satisfeito por ver que existia mesmo, afastei-me e voltei."
Ernesto Bozzano; "Fenômenos de Bilocação-Desdobramento" ( p.25-26; Ed. Correio Fraterno do ABC):
Caso VII- Tiro-o do Journal of the S. P. R. (1894, pág.287).
O Dr. C. E. Somins conta que, em janeiro de 1890, aos 25 anos de idade e quando estudava medicina, aconteceu-lhe certo dia passar por um fenômeno estranho e este, quando, com outros colegas, se preparava para os exames na Faculdade. Escreve ele:
"...Achava-me na situação de alguém presa de um pesadelo. Sentia incapaz de mover-me em uma ou outra direção e experimentava a sensação de estar ligado de pés e mãos. Somente podia mover os olhos para todos os lados, mas não conseguia abrir ou fechar as pálpebras. Tinha plena consciência do que ocorria em meu derredor. Via as horas: 3:49 da tarde; olhava o caderno em que escrevia o meu amigo H., observando que tomava notas do tratado de "Matéria Médica". Permaneci assim, por três minutos, contados no relógio à minha frente. Durante esse tempo, tive a sensação de uma ´força´ desconhecida que paralisava os meus movimentos, e essa força parecia concentrar-se atrás de mim, à distância de um metro pouco mais ou menos, ao nível dos meus ombros.
Quando me perguntava se estaria acordado ou não, de repente tive a consciência de me dividir em dois seres distintos, e foi a ´força´ em apreço que produziu o fenômeno. Um dos dois seres jazia inerte sobre o divã; o outro estava livre e se deslocava num círculo restrito, donde podia, à vontade, contemplar o segundo. Entre ambos existia uma "força elástica" que impedia o rompimento do laço que os unia. A vontade podia eu obter que o ser, diante de mim, se estendesse no chão ou circulasse no quarto, a pouca distância do outro. Quando a distância entre ambos atingia certo limite, a "força elástica", que os unia, se estirava. Além desse limite (que agia entre os dois seres) nenhum esforço de vontade de minha pessoa conseguia distanciar mais o ser fluídico e, atingido o limite, eu experimentava forte sensação de resistência nos dois corpos."
Hamilton Prado; "No Limiar do Mistério da Sobrevivência" (pág.25,26; Ed. Serviço Social Batuíra):
"Propus-me, pois, em tais ocasiões, voltar para junto do meu quarto e observar o que se me apresentava. Porém, toda vez em que assim procedi ao aproximar-me de meu quarto, mal eu ingressava neste, logo acordava. Pouco depois, porém, comecei, no momento de realizar-se o desdobramento, a encontrar-me em meu próprio quarto, mas, ao aproximar-me de meu leito, breve acordava, o que não impedia que eu visse o meu corpo deitado sobre a cama e notasse a posição em que o mesmo se achava, bem assim a coberta, para conferir, depois de acordado, se as posições coincidiam. As verificações feitas foram sempre satisfatórias, pois coincidiam. Afinal, um dia, de um dos cantos do quarto, notei que de mim saía uma espécie de cordão luminoso, que procurei observar melhor, segurando-o com as mãos. Notei que não era um simples fio, mas uma espécie de cordão, a que se ligavam muitas bolas de tamanhos diversos, cuja apalpação me dava a sensação de que eu estivesse segurando tecidos macios e escorregadios que eram, ademais, fosforescentes. Assim, segurando em minhas mãos aquele estranho cordão e puxando-o como quem puxa por uma corda, vi-me, de repente, junto à minha cama, onde notei o meu corpo material deitado de lado.
Porém o cordão me ligava, isto é, ligava o meu "EU", não ao corpo material, mas a um pequenino corpo cinzento, como se fosse uma criança, que jazia * atrás daquele. Procurei, então, examinar esse pequeno corpo, mas mal eu me aproximei dele, acordei. Ainda dessa vez, depois de acordar, verifiquei que a posição do meu corpo era a que eu vira antes."
* TUDO INDICA QUE ESSE PEQUENO CORPO ACINZENTADO ERA UMA MASSA DE ECTOPLASMA EXTERIORIZADA DO CORPO FÍSICO.
Sylvan J. Muldoon; "A Projeção do Corpo Astral" (pág.77,78,141,142; Ed. Pensamento):
"Quase todos os estudiosos dos fenômenos espíritas sabem que o cordão astral é como que de estrutura elástica, ligando o corpo astral ao corpo físico. Parece que é tudo quanto foi dado a conhecer, relativamente a esse esquemático organismo astral. Tal desconhecimento não é difícil de ser explicado. De um lado está o experimentador psíquico que, se incapaz de projetar-se, apenas conclui das informações alheias. Por outro lado, muitas pessoas que se projetam, não mantêm uma consciência absolutamente clara. Algumas se mantêm alertas a certa distância do corpo físico; outras, de tal modo ficam absorvidas com as maravilhas encontradas, que no momento nunca o pensamento de investigar as causas penetra em suas mentes. Calcula-se que atualmente cerca de quinze mil pessoas vêem mais ou menos no plano astral; e que cerca de cinquenta, apenas, podem, por vontade própria, penetrar naquele plano.
Muitas vezes, quando projetado conscientemente, tenho conseguido examinar minuciosamente e observar a ação do cordão astral. É uma espécie de mistério suplementar, participando do principal ato, chamado projeção. Essa estrutura vital é composta, tanto quanto me é dado ver, do mesmo material ou da mesma essência do corpo astral. Sua ação errática sempre me causou uma profunda impressão e, por vezes, quase fui levado a pensar que possuísse inteligência. De onde vem na exteriorização do fantasma, onde desaparece quando o fantasma entre em coincidência, são para mim dois mistérios insondáveis. Sua elasticidade está além da imaginação e não é comparável a nenhum objeto material quanto às suas qualidades de extensão.
Quando tentamos fazer uma idéia desse cordão astral, o máximo que podemos conseguir é compará-lo a um cabo elástico. Ainda tal comparação não chega a fazer justiça a esse órgão realmente vivo. O cordão astral sempre se estende de um corpo a outro, seja qual for a distância existente entre eles."
"Jamais vi o cordão tomar contato com o corpo físico no plexo solar; mas observei tal contato na frente, ao lado e na parte posterior da cabeça. Mas comigo a ponta do cordão adere invariavelmente à região da medula oblongada do fantasma. Contudo, faço uma sugestão: que os experimentadores que sustentam ser ponto de contato o plexo solar, façam sugestões a tal respeito, quando em desenvolvimento.
Seja como for, a razão pela qual o cordão astral se prende em diferentes pontos da cabeça física se deve à posição do corpo físico no momento da projeção. Os corpos astral e físico coincidem. Tal a posição do corpo físico, qual a do corpo astral. Se o físico tiver a face para cima, quando em posição horizontal, o corpo astral emergirá também olhando para cima. Então o cordão sairá da testa do corpo físico, entre os olhos, ligar-se-á ao fantasma pela parte posterior da cabeça - na região da medula oblongada. Acrescentaria que esta é a posição ideal para a projeção.
Por outro lado, se o corpo físico estiver de bruços, o corpo astral emergirá horizontalmente e olhando para baixo. Então o cordão irá da medula oblongada do corpo físico diretamente para o alto da cabeça do fantasma, na região da medula oblongada. Se a gente estiver consciente, quando acontece uma projeção desse último tipo, sentirá o cordão rodeando a cabeça, no astral, dando a sensação do contato em uma mangueira macia, na qual houvesse pulsações regulares."
Max Heindel; "The Silver Cord and The Seed Atoms" (Fraternidade Rosacruciana):
"Quando os veículos superiores deixam o corpo denso, ainda estão ligados a ele por um cordão prateado, delgado e cintilante, muito semelhante ao desenho de dois números seis em posição invertida, um deles em posição vertical e outro colocado horizontalmente, os dois ligados pelas extremidades dos ganchos. Um deles fica preso ao coração por meio do átomo permanente, e é o rompimento desse átomo que leva o coração a parar. O cordão propriamente dito não se rompe até que o panorama da vida passada, contido no corpo vital, seja revisto... O cordão prateado rompe-se no ponto em que os "seis" se unem, metade permanecendo com o corpo denso (e com o duplo etérico) e metade com os veículos superiores. Desde o momento em que o cordão se rompe, o corpo denso está de todo "morto." O rompimento (do átomo permanente) no coração, liberta o corpo vital, que, com o corpo de desejos e a mente, flutua acima do corpo visível por não mais do que três dias e meio, enquanto o Espírito está engajado na revisão da vida passada."
A partir desses relatos, o leitor constata que o verdadeiro protetor do corpo físico durante a experiência extracorpórea é o cordão de prata. Ele não falha: sempre vai puxar o projetor de volta para a sua "cela de carne". Inclusive, em certas situações, o cordão pode interromper uma projeção, devido a algum barulho ocorrido nas proximidades do local onde o físico está deitado, bem no meio de um evento extrafísico importante. O projetor deve se acostumar, pois isso é mais comum do que se pensa.
Muitas pessoas perguntam: "Pois bem, depois de sair do corpo como é que se faz para voltar para ele?" Na verdade, essa questão não é importante, pois a volta para o corpo é inevitável. O espírito está ligado ao corpo para uma experiência encarnado na Terra, e o cordão é que o mantém anexado ao plano físico. Portanto, o projetor não deve se preocupar com isso, pois não há como não voltar para o corpo.
Podemos concluir esse nosso pequeno estudo sobre o cordão de prata*, citando um trecho de uma psicografia que recebi do espírito Rama:
"VIAGEM LUMINOSA,
ASTRAL DESTRAVADO,
CORDA ESTICADA:
VOE SUAVEMENTE.
Projeciologia e Música
Já está mais do que provado que a música afeta o padrão de ondas cerebrais, o ritmo energético do corpo e o humor da pessoa. Naturalmente que músicas mais agitadas tendem a estimular o movimento e músicas tranqüilas tendem a relaxar a pessoa.
Há momentos apropriados para todo tipo de música: rock, samba, chorinho, lambada, blues, folk, forró e outras.
Porém, para melhorar o equilíbrio psicofísico da pessoa e fazê-la relaxar (condição vital para quem quer se projetar), não há nada melhor do que a chamada música visionária (chamada por muitos de música da Nova Era). Esse gênero de música induz o cérebro a produzir ondas alfa, que estão relacionadas com o relaxamento e a criatividade (intelectual, artística ou espiritual) da pessoa.
Trabalho com musicoterapia há muitos anos e possuo um grande acervo de compact disc (cd) e fitas cassetes variadas desse tipo de música.
Há muitas pessoas e grupos espiritualistas que utilizam nosso material para trabalhos espirituais e de cura.
Baseado nisso, sugiro ao leitor que escute atenciosamente alguma música suave e relaxante, antes de dormir, pois isso favorece a soltura energética de seus veículos de manifestacão. Com essa finalidade em vista, inseri na home-page uma relação de músicas apropriadas para meditação, relaxamento, ou simplesmente para fazer o ouvinte se sentir bem, já que elas tem efeito anti-estresse.
Discografia
Alguns pesquisadores de Projeciologia abominam o uso de música em seus trabalhos, taxando-a desdenhosamente de "muleta psicofísica". Porém, a maioria desses pesquisadores é absolutamente ignorante no que se refere à música de alto nível. Conhecem muito pouco do gênero mas condenam tudo.
lnclusive, há várias empresas nos E.U.A, Inglaterra e Japão que usam música ambiental apropriada para melhorar a criatividade, o bom-humor e consequentemente, a produtividade de seus funcionários.
Conheço alguns dentistas pediátricos que usam música relaxante em seus consultórios para acalmar as crianças. Segundo eles, o resultado é excelente.
Obviamente que o tipo de música a que estou me referindo não pode ser confundido com certas "drogas sonoras" que existem por aí com o rótulo de new-music. A música não tem culpa se muitas pessoas a utilizam com excesso de misticismo ou como "modismo new-age alienante".
Por último, como projetor consciente, posso afirmar ao leitor que há muita música boa no próprio plano extrafísico. Os espíritos desencarnados evoluídos gostam muito de música de alto nível.
Como diz o nosso amigo espiritual Rama: "O Universo é uma grande canção cósmica de AMOR, composta por Deus, o maior músico de todos."
A Projeção e a Alimentação
Uma das questões mais controvertidas dentro do estudo da Projeciologia é a que se refere à influência da alimentação na projeção. Alguns pesquisadores afirmam que a alimentação carnívora é a melhor para o projetor, enquanto outros sustentam a opinião de que a alimentação vegetariana seria a ideal. Esta questão, na verdade de importância irrisória dentro do contexto projetivo, tem causado discussões acirradas entre os pesquisadores e grandes dúvidas aos projetores iniciantes que, não sabendo ao certo quem está com a razão, acabam sendo prejudicados no desenvolvimento sadio de suas experiências extracorpóreas.
Por exemplo, se um pesquisador renomado escreve que a alimentação carnívora favorece a projeção, essa sua opinião pode influenciar negativamente muitos de seus leitores que são projetores iniciantes e emprestam grande crédito às suas afirmativas. Influenciados por essa assertiva do autor, alguns desses projetores iniciantes, que são vegetarianos, podem entrar num recesso projetivo ou até mesmo num bloqueio projetivo permanente, devido ao constrangimento e decepção que essa informação lhes causou. Assim, um projetor vegetariano que estava começando a realizar projeções de bom nível, ou estava na iminência de realizá-las, pode ficar tolhido pelo seguinte pensamento:
"Se aquela grande autoridade no assunto afirmou que a alimentação carnívora favorece a projeção e eu sou vegetariano, provavelmente, não conseguirei me projetar satisfatoriamente ou terei bastante dificuldade para fazê-lo".
Se a afirmação do autor fosse o oposto, isto é, a de que a alimentação vegetariana favorecesse a projeção, provavelmente observaríamos o seguinte pensamento na mente dos projetores iniciantes que fossem carnívoros:
"Se aquela grande autoridade no assunto afirmou que a alimentação vegetariana favorece a projeção e eu sou carnívoro, provavelmente não conseguirei me projetar satisfatoriamente ou terei bastante dificuldade para fazê-lo".
Como se observa por esses dois exemplos, a opinião de algum autor, pesquisador, médium, projetor ou mestre de alguma filosofia, pode influenciar negativamente o projetor inexperiente. Infelizmente, a maioria daqueles que opinam a respeito dessa questão, o faz não de maneira desapaixonada, mas sim de maneira passional e sectarista, baseado acima de tudo em suas crenças pessoais, sem analisar tecnicamente os fatos. Dependendo da simpatia que o pesquisador tenha por alguma filosofia ou religião, naturalmente que sua opinião sobre o assunto será tendenciosa e revestida de conotações místicas e doutrinárias.
Sobretudo nos pesquisadores de cunho orientalista, nota-se claramente a tendência de valorizar exageradamente a influência da alimentação na projeção. Em sua quase totalidade, esses pesquisadores defendem o regime vegetariano para a obtenção de bons resultados no desenvolvimento projetivo. Já os pesquisadores ocidentais têm a tendência de valorizar demasiadamente uma alimentação mais substancial, no caso, o regime carnívoro, para a obtenção de bons resultados na projeção.
Existem pesquisadores, tanto ocidentais quanto orientais, que chegam mesmo a relacionar alimentos que, segundo eles, podem favorecer ou dificultar a projeção. Para que o leitor tenha mais dados sobre esta questão, relacionamos alguns dos alimentos considerados projetivos ou antiprojetivos por diversos pesquisadores:
Projetivos: ameixas, cenouras, vegetais, ovos crus, líquidos e frutas em geral.
Antiprojetivos: carnes de qualquer natureza, coca-cola, chocolates, café, erva-mate, nozes, amendoim, cocos, castanhas e derivados do álcool em geral.
Até o momento, não há qualquer comprovação técnica a respeito das características projetivas ou antiprojetivas desses alimentos relacionados e nem de nenhum outro.*
É óbvio que toda essa questão está envolvida em superstições e fanatismos e é preciso desmistificá-la, para que o projetor iniciante faça uma análise correta e não tenha mais dúvidas.
Nas pesquisas que efetuamos, tanto através de consultas em obras especializadas como através de projeções realizadas, verificamos que a influência da alimentação na projeção é irrisória. Não é o que o projetor ingere ou deixa de ingerir que favorecerá ou dificultará a projeção, mas sim a hora em que ele ingerir a alimentação e a quantidade. Provavelmente, algum leitor mais radical nessa questão, seja carnívoro ou vegetariano, ficará contrariado com essa afirmativa, mas ela é fundamentada em alguns argumentos bastante sensatos e de fácil constatação.
Primeiro, para que a projeção se realize, é necessário que o corpo físico esteja bastante relaxado, isto é, em "estado de passividade fisiológica", como no sono. É claro que toda regra tem exceções, como nos casos em que projetores, principalmente sensitivos desenvolvidos, projetam-se espontaneamente para fora do corpo físico durante uma caminhada em plena rua ou até mesmo guiando um veículo, o que, sem dúvida, não é um fato comum. Durante o sono normal, há uma redução natural dos processos fisiológicos. O metabolismo, que é o conjunto de transformações biológicas pelos quais se processa a assimilação e desassimilação das substâncias vitais no organismo físico, sofre uma queda acentuada. As atividades cardíacas, respiratórias e digestivas são realizadas mais lentamente. Em suma, durante o sono, o corpo físico está "passivo", o que favorece a projeção do psicossoma para fora de sua prisão de carne.
Qualquer situação geradora de atividade fisiológica durante o sono causa obstáculos à projeção astral. Um alimento ingerido pelo projetor imediatamente antes de se deitar, seja de que tipo for, é antiprojetivo, pois causa atividade digestiva. Por exemplo, suponhamos que o projetor faça uma refeição composta de arroz, feijão e carne bovina, ou arroz, feijão e carne vegetal (soja), ou mesmo ovos com batatas fritas, trinta minutos antes de se deitar. E óbvio que ingerindo qualquer uma dessas três refeições, ele estará criando atividade digestiva, o que, conseqüentemente, lhe causará obstáculos para se projetar. O ideal seria o projetor não ingerir alimentação de tipo algum, pelo menos duas horas antes de se deitar. O ditado popular bem diz: "Quem dorme de barriga cheia, acaba tendo pesadelos".
Segundo, também os animais, tanto os carnívoros quanto os herbívoros, projetam-se para fora de seus corpos físicos, o quê, sem sombra de dúvida, deixa claro que o tipo de alimentação não influencia no processo projetivo.
Terceiro, nas milhares de obras publicadas em diversos idiomas sobre a projeção da consciência, o leitor encontrará inúmeros relatos de experiências fora do corpo realizadas por projetores carnívoros e vegetarianos, o que demonstra claramente que a influência da alimentação na projeção é irrisória.
Para finalizar o assunto, devo esclarecer que faço projeções desde os quinze anos de idade, alimentando-me normalmente de carnes e derivados, bem como de vegetais e produtos naturais como mel, arroz, macarrão e pães integrais, e não tenho observado nenhum tipo de empecilho que seja originário de hábitos alimentares. Há alguns anos que não me alimento de carne vermelha e não tenho notado alterações nas projeções, nem contra e nem a favor.
Convém esclarecer que esse tópico sobre a influência da alimentação** na projeção foi incluído nesse livro com a finalidade de desmistificar o assunto e deixar os projetores iniciantes, tanto carnívoros como vegetarianos, livres desse tabu e prontos para realizarem a projeção. Não abordamos esse assunto com intenção de criar polêmica com ninguém. Nossa função é esclarecer as questões referentes à projeção e procuramos fazer isso de maneira racional e coerente, baseando-nos em análises técnicas e em pesquisas criteriosas, tanto físicas quanto extrafísicas. Procuramos fundamentar nossas observações através de argumentos lógicos, como o leitor deve ter observado neste tópico, e não em afirmações radicais e dogmáticas, coisa que, aliás, é característica de místicos e fanáticos diversos, que perdem muito tempo discutindo a questão da influência da alimentação na projeção, quando na verdade deveriam estar procurando projetar-se conscientemente para fora do corpo físico. Se assim o fizessem, estariam realmente buscando a maturidade espiritual e, conseqüentemente, melhorando sua manifestação nos planos físico e extrafísico. Não é o que se ingere ou o que se deixa de ingerir que faz a consciência evoluir, mas sim o que a pessoa pretende, pensa e realiza na vida. A saúde do corpo físico é importante. A saúde da consciência é vital.
Assim, que cada projetor se alimente da melhor maneira que lhe aprouver, pois o importante mesmo, e que influencia a projeção de forma decisiva, é o estudo, a determinação e a vontade inquebrantável de cada um em se projetar.


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